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  • Marcus Vinicius Souza de oliveira

5 dicas de como tornar o seu negócio mais sustentável


5 dicas de como tornar o seu negócio mais sustentável

Já não é segredo para nenhum empresário que sua marca só poderá ser respeitável, escalável e ter um crescimento sólido, se ele souber criar toda uma cultura focada no surgimento de um negócio mais sustentável ecologicamente.


Por isso a tendência das culturas corporativas ou organizacionais que leva isso em conta tem crescido cada vez mais nos últimos anos, não apenas em países de primeiro mundo, como também no Brasil.


Também por isso, nós já temos não apenas algumas leis voltadas para essa pauta, mas até uma Semana Nacional do Meio Ambiente, data que nosso país comemora próximo ao Dia Mundial do Meio Ambiente.


Esse dia mundial foi instituído pela própria ONU (Organização das Nações Unidas), o que mostra a importância que esse assunto tem ganhado. O crescimento das empresas de consultoria ambiental reforça essa importância.


Tudo isso demonstra algumas das principais razões de as empresas realmente começarem a pensar cada vez mais na sustentabilidade. Inclusive, embora se fale em conscientização, várias obrigações já se tornaram motivo de fiscalização e aplicação de leis.


De fato, a educação ambiental foi incluída na nossa Constituição Federal, na qual ela aparece de forma explícita no Art. 225, inciso VI, com o intuito de:

“Promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a preservação do meio ambiente”.


Esse ficou conhecido como sendo o “Princípio da Educação Ambiental” no país. De lá para cá, várias leis foram aprofundadas e melhor desenvolvidas, como a necessidade de cada indústria primária ter um plano de gerenciamento de resíduos.


A título de ilustração, as principais leis desse setor são as seguintes:

● Lei da Política Nacional do Meio Ambiente;

● Lei dos Crimes Ambientais;

● Lei de Recursos Hídricos;

● Novo Código Florestal Brasileiro;

● Lei do Parcelamento do Solo Urbano;

● Política Nacional de Resíduos Sólidos;

● Lei da Exploração Mineral.

Com isso, fica claro que há dois pilares na questão da sustentabilidade no Brasil e no mundo: o da conscientização, que se reporta à ética e idoneidade das empresas, e o das legislações pertinentes ao tema.


Pensando nisso é que decidimos escrever este artigo com as cinco principais dicas de como tornar o seu negócio mais sustentável e a sua marca um sinônimo de avanço.

Essas dicas valem para todos os segmentos, desde uma indústria primária de estratificação, passando por setores fabris até o mercado terciário de venda e revenda, como uma loja de móveis planejados.

Então, se você quer ficar por dentro do assunto, siga conosco até o fim da leitura.


1. Cultura organizacional e planejamento

Como referido acima, tudo começa na cultura corporativa ou organizacional. É na missão e nos valores da empresa que está a determinação de ser idônea.

Além disso, tais valores devem ser transmitidos pelos próprios sócios e pela liderança e gestão corporativa rotineira.


Não faria sentido, por exemplo, fechar parceria com empresas de consultoria ambiental se problemas trabalhistas de base nem sequer começaram a ser resolvidos.

Pouca gente sabe, inclusive, mas a sustentabilidade diz respeito ao meio ambiente e à sociedade, tanto quanto diz respeito à qualidade de vida dos colaboradores de uma empresa.


Por isso mesmo, todos esses horizontes só podem ser contemplados por um bom planejamento estratégico, amparado na cultura da corporação.

Uma vez que os valores se enraízam, aí é a hora de desenhar uma estratégia para o seu segmento específico, para o seu nicho de mercado.


Nessa altura surgem, enfim, as questões mais práticas:

● Sua manufatura ou prestação de serviços é poluente?

● Onde estão os principais desperdícios do seu processo?

● A sua empresa utiliza água ou energia em excesso?

● Quais as alternativas para reduzir impactos negativos?

● Como fazer isso sem prejudicar a produtividade?

O ideal é que a conscientização e a sustentabilidade não apenas não atrapalhem na produção, como otimizem processos e ajudem no crescimento escalável do negócio.


2. Uma gestão ou plano de gerenciamento

Alguns segmentos têm no plano de gerenciamento de resíduos uma determinação legal, sob regime de fiscalização e força de lei. É o caso, por exemplo, dos setores de construção civil, desde construtoras e empreiteiras, até lojas revendedoras.


Outro exemplo são os setores médicos e laboratoriais. Nesses casos, uma coleta de resíduos recicláveis pode ser, entre várias outras medidas legais, uma obrigação inegociável (no próximo tópico aprofundamos esse ponto).


Como vimos, a conscientização anda junto com a legislação, e todas as demais empresas que não estejam enquadradas em nenhuma obrigatoriedade, também podem e devem ter um plano de gerenciamento predeterminado.


Para isso, existem alguns conceitos-chave que podem ajudar, tais como:

● Design sustentável;

● Matéria-prima confiável;

● Logística reversa;

● Economia circular.

Pensar o próprio design da sua cadeia de produção ou serviço em termos de utilização contínua e descarte, é o primeiro conceito positivo da sustentabilidade corporativa.


Falar em materiais confiáveis nada mais é que preocupar-se não apenas com seu quintal, mas também com o do vizinho. Assim, a dica é que você dê preferência a fornecedores tão corretos quanto você.


A logística reversa pensa no retorno que todo descarte pode ter para as indústrias primárias, evitando desperdício e poluição do meio ambiente. Esse tipo de destinação ajuda e muito, sobretudo quando é feito por deliberação da empresa.


A economia circular fecha o conceito de design, pois pensa e repensa constantemente todo o ciclo, buscando sempre modos de reutilizar, reduzir, otimizar, recuperar e reciclar.


3. PGRS: por dentro do gerenciamento de resíduos

Você já ouviu falar em PGRS? Trata-se do Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos, que transforma esse assunto na adoção sistemática de um conjunto de ações sustentáveis.


Tal esforço pode começar na contratação de uma empresa de coleta de lixo, e depois se desdobra em várias outras frentes indispensáveis.


De fato, além de pensar na coleta e no transporte de resíduos, um bom PGRS pensa ainda no transbordo, no tratamento, e enfim, na destinação final e adequada para cada tipo de resíduo.


De acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei n.º 12.305 de 2010), cada gerador de resíduos é responsável por sua cota gerada, o que inclui pensar não apenas no reaproveitamento e reciclagem, como na minimização crescente de resíduos.


Tanto é assim, que essa responsabilidade não só recai sobre as empresas, mas também sobre o governo e a própria sociedade como um todo.


Daí que um PGRS bem desenhado possa ajudar o seu negócio a ser mais sustentável, uma vez que ele o colocará em dia com a legislação vigente, e ainda abrirá portas no sentido de repensar processos, otimizar esforços e evitar multas e prejuízos legais.


4. Vamos pensar um pouco no uso da água?

É comum ouvirmos falar sobre a importância da água para a manutenção da vida humana e mesmo da vida animal no planeta Terra.


Tal como ouvir falar que a água é limitada e precisa ser tratada, sob o risco de vir a faltar (ao menos para aquelas finalidades que sustentam nosso atual modo de vida).


Contudo, muitas vezes nos esquecemos disso quando não estamos em casa. Daí que muitas empresas não percebam o poder que elas próprias têm de impactar sobre a questão da água, muito mais do que várias famílias somadas.


Realmente, a importância da questão do descarte de lixo eletrônico pode soar mais óbvia para um gestor do que uma campanha, feita entre seus subordinados, no sentido da economia de água durante a permanência de todos nos recintos da empresa.


Por isso, um modo de tornar seu negócio sustentável é prestando atenção a este ponto fundamental. Ficar atento a desperdícios dos funcionários, ou mesmo a possíveis vazamentos, já pode fazer uma grande diferença.


Do mesmo modo, é importante buscar ou propor a busca por novas tecnologias que evitem desperdício, tais como torneiras com sensor e descargas dosadoras, que são muito mais econômicas.


5. E que tal pensar no uso da energia?

Se a água tende a tornar-se um ponto cego no tocante à conscientização e sustentabilidade corporativas, o mesmo tende a acontecer com o uso de energia, talvez de modo até agravado.


Como o consumo de energia está em todo canto, desde a tomada para carregar o celular, passando pelas lâmpadas que deixamos acesas o dia todo, até os equipamentos que são imprescindíveis (de máquinas a computadores), é comum deixarmos de problematizá-lo.


De fato, atualmente já existem várias construções e instalações arquitetônicas que são em si mesmas revolucionárias e econômicas, como é o caso de um container refrigerado.


Esse tipo de construção une a praticidade e a economia de recursos de modo incrível, transformando um container pronto em um perfeito ambiente de trabalho. Mesmo assim, a empresa pode investir nisso e esquecer-se das economias básicas, como as de luz.


A dica aqui é preferir, em qualquer tipo de instalação arquitetônica, a iluminação natural sempre que possível. E fiscalizar o uso dos colaboradores, bem como o consumo excessivo de equipamentos desregulados.


Com isso, vemos como a cultura organizacional e uma missão idônea são importantes para garantir que um negócio possa se tornar sustentável em todos os sentidos do termo.

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

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